Resumo
Enquadramento: A felicidade e o bem-estar no contexto escolar têm-se afirmado como uma temática relevante nas investigações educacionais. A escola, como espaço social de desenvolvimento humano, assume um papel central na promoção do bem-estar e felicidade dos alunos, professores e lideranças. Objetivos: Este estudo tem como objetivo identificar critérios, com base na literatura científica, que sustentem um modelo de escola feliz, considerando três dimensões interdependentes, nomeadamente, liderança e gestão escolar, felicidade dos professores e felicidade dos alunos. Métodos: Optou-se por uma revisão narrativa da literatura, com seleção de artigos entre 2015 e 2024, oriundos de bases de dados como Scopus, ERIC, SciELO e Google Scholar. Os descritores utilizados incluíram “escolas felizes”, “felicidade na educação”, “bem-estar escolar”, “felicidade e bem-estar de professores” e “felicidade e bem-estar de alunos”. A análise centrou-se na sistematização temática dos critérios mais recorrentes em cada categoria. Resultados: A análise teórica evidencia que as escolas mais felizes apresentam lideranças democráticas. A gestão baseia-se em valores como a confiança, justiça e transparência. A felicidade dos alunos assenta numa educação integral, respeito pelas diferenças e práticas pedagógicas motivadoras. Os professores valorizam um bom ambiente de trabalho e o reconhecimento laboral. No entanto, há lacunas quanto à operacionalização destas práticas. Conclusões: A construção de uma escola feliz requer coerência entre valores, práticas e estruturas institucionais. Recomenda-se a realização de estudos empíricos que avaliem experiências concretas e desenvolvam instrumentos de diagnóstico que possam auxiliar as lideranças educativas a desenvolverem uma gestão mais consciente e eficaz nestas matérias.

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