Resumo
Enquadramento: A força de preensão manual (FPM) associa-se à independência funcional da pessoa idosa, facilitando uma vida autónoma e a participação ativa nas atividades diárias, profissionais e sociais. A FPM constitui um indicador da capacidade física e funcional global, com relevância para a promoção da independência e do bem-estar. A solidão tem sido associada à perda de capacidade funcional. Objetivos: Avaliar a força de preensão manual e analisar a relação entre a preensão manual e o nível de solidão. Métodos: Realizou-se um estudo descritivo‑correlacional, de corte transversal, com amostra de conveniência constituída por 33 pessoas idosas (≥65 anos), 82% do sexo feminino, com média de idade de 70,85 (±6,99) anos. A FPM foi medida com um dinamómetro Baseline BIMS e a solidão foi avaliada através da UCLA Loneliness Scale (versão validada para a população portuguesa). Analisaram-se correlações entre a FPM e a pontuação de solidão. Resultados: A média da força de preensão da mão não dominante (FPMND) foi de 24,05 (±6,86) kg no sexo masculino e 28,40 (± 15,8) kg no sexo feminino. Embora se observe uma tendência para uma correlação negativa entre a solidão e a força de preensão manual, esta não se mostrou estatisticamente significativa. Conclusão: Não é possível estabelecer uma correlação entre solidão e força de preensão manual em pessoas idosas. Ainda assim, a FPM mantém utilidade como medida para identificação do risco de declínio físico. São necessários estudos adicionais para clarificar as interações entre FPM e solidão.

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