Resumo
Enquadramento: A supervisão clínica alicerça a gestão da dor no doente crítico, através da capacitação e empoderamento dos enfermeiros na tomada de decisão, permitindo assegurar o padrão de qualidade de cuidados prestados ao doente crítico. Objetivos: Identificar a avaliação da dor em doentes críticos numa Unidades de Cuidados Intensivos(UCI), definir os conteúdos a integrar nas sessões de Supervisão Clínica com base no Indicador Sensível à Supervisão Clínica em Enfermagem (IS-SCE) Dor, e comparar a avaliação da Dor no doente crítico antes e após as sessões de supervisão clínica. Método: Estudo quase-experimental (pré e pós-intervenção) e transversal, realizado a 31 enfermeiros de uma UCI no Porto. Os dados foram recolhidos através de auditorias aos registos de enfermagem a 92 processos clínicos em novembro de 2022 e maio de 2023. A análise estatística foi conduzida utilizando o SPSS. Resultados: A avaliação da dor é diferenciada e estratificada de acordo com o foro médico e cirúrgico, e a gestão da dor combinou tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, com falhas na reavaliação após analgesia e realização de procedimentos invasivos. Assim, a avaliação e gestão da dor foram as áreas identificadas e incluídas nas sessões supervisivas, no âmbito de formação e acompanhamento. Constatou-se uma melhoria em todos os parâmetros do IS-SCE Dor na pós-intervenção, demonstrando melhoria da qualidade de cuidados prestados ao doente crítico. Conclusões: A adoção de um processo de Supervisão Clínica em Enfermagem estruturado, incluindo as auditorias e formação, contribui para a melhoria da gestão da Dor no doente crítico.

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