Resumo
Enquadramento: O carcinoma da mama é um tumor maligno com grande incidência no sexo feminino, apresentando em 2020 mais de 2 milhões de novos casos a nível mundial e constituindo a segunda causa de morte associada ao cancro. A investigação de novos marcadores de prognóstico, visa melhorar o rastreio, fornecer opções menos invasivas e sensíveis, capazes de melhorar o mau prognóstico e a deteção de recidivas. Objetivo: Avaliar o impacto dos marcadores tumorais séricos CEA, CA 15.3, CA 125, e CA 72.4, bem como a sua correlação com dados anátomo-patológicos. Métodos: Para dosear os marcadores tumorais séricos: CEA, CA 15.3, CA 125 recorreu-se à metodologia de quimioluminescência indireta (CMIA); e para o CA 72.4 utilizou-se o método de electroquimioluminescência (ECMIA). A marcação imunohistoquímica para o recetor de estrogénio (RE), o recetor de progesterona (RP), o recetor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) e o índice de proliferação celular (Ki-67) realizou-se no equipamento Roche Ventana BenchMark ULTRA IHC/ISH. Resultados: Aplicando a estatística ANOVA, não se verificou qualquer alteração significativa dos valores de CA 15.3, ao longo de cada momento avaliativo (p>0,05), nem quando associados aos subtipos moleculares. Porém observou-se uma associação estatisticamente significativa entre o grau tumoral e o Ki-67 (p≤0,05; p=0,05). Conclusões: A associação estatisticamente significativa entre o índice de proliferação (Ki-67) e o grau de diferenciação tumoral, permitiu serem considerados indicadores de prognóstico. De acordo com os dados obtidos, as doentes em estudo poderão já ter respondido ao tratamento de quimioterapia (período pós-operatório).

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